Nomes do Jornalismo

Mario Marques

Mario Marques é um respeitado jornalista de música do Brasil. Há 15 anos ele coleciona experiência na área de crítica de música pop e de MPB. Começa editando uma revista de música, "A Clava do Som", no final dos anos 80, distribuída no Brasil inteiro. Em 1995, ingressa no jornal O GLOBO, onde fica até novembro de 2002, tendo registrado cerca de mil reportagens e críticas. Lá tem a oportunidade de participar de grandes coberturas, mesmo fora da área de cultura. Em 1997, por exemplo, estava na porta do hospital Pitié Salpétrie, em Paris, atrás de informações sobre a morte de Lady Di. Ali, entre centenas de repórteres e fotógrafos, conseguiria uma entrevista exclusiva com o médico brasileiro Leonardo Esteves, o primeiro a atender Diana após o acidente automobilístico em que a princesa perdera a vida.
No Segundo Caderno do GLOBO, destaca-se como contundente crítico, adotando uma postura independente e virando uma referência para o desenvolvimento mercadológico de novos artistas. Por seu olhar amplo lançou vários deles, como o Los Hermanos. Foi o principal repórter do jornal a fazer coberturas de festivais de música por todo o Brasil, fazendo apostas para o sucesso. Em 2001, coordena na Cidade do Rock a cobertura do Rock in Rio III, liderando 32 repórteres, numa jornada de muito trabalho e igual reconhecimento. Também, juntamente com Antonio Carlos Miguel, coordena a cobertura de dois Free Jazz Festival, antecipando com meses de antecedência as atrações do evento.


Fora do Brasil fez várias reportagens em áreas distintas. No Segundo Caderno confere em primeira mão a abertura da turnê do Jamiroquai em Londres, no Wembley Arena, em 1999. Um ano antes fora a Havana, Cuba, acompanhar a estréia nacional do grupo Los Van Van, que dois meses depois aportaria no Canecão, no Rio. Aproveita para realizar uma grande reportagem sobre a nova salsa cubana. Em seu primeiro ano de jornal é designado a fazer um test drive em utilitários da Chrysler, em Salta, deserto da Argentina, a convite da montadora. Também vai a Aruba, no Caribe, dando uma geral na nova investida do governo arubano em seu turismo. Em cinco idas consecutivas a Nova York faz matérias de comportamento para o GLOBO. Sua última reportagem internacional aconteceu em Orlando, onde entrevistou Enrique Iglesias, que virara um fenômeno nos Estados Unidos, em 2002.


No Brasil esteve presente em quase todos os festivais de música, Abril Pro Rock (Recife), Mada (Natal), Porão do Rock (Brasília), Ecofestival (interior da Bahia), Planeta Atlântida (Porto Alegre), de olho no que acontecia no cenário pop. Suas críticas nessa área são acompanhadas com fervor pelo público leitor.


Entre as entrevistas mais importantes de sua carreira estão as feitas com Chico Buarque, por ocasião do CD "As cidades", Yoko Ono, Sinéad O Connor, Sean Lennon, Joe Jackson, Donald Fagen, Sade, Geddy Lee, Peter Gabriel, Roger Hodgson, Lisa Stansfield, Bono Vox e Larry Mullen (U2), Ricky Martin, Bruce Dickinson, James Taylor, Ozzy Osbourne, Mick Hucknall, entre dezenas de outras.

Trabalhou em editorias como Esportes e Política, onde atuou como redator em 2002. Tendo como editor o experiente crítico Antonio Carlos Miguel, ampliou seu campo de atuação, quando o substituiu por vezes na editoria, chefiando uma equipe de repórteres em que trabalhavam nomes fundamentais do jornalismo especializado em música como João Pimentel, João Máximo e Braulio Neto.

Paralelamente ao jornalismo, Marques iniciava também um consistente trabalho na área de produção musical. Em 2000 dirigiu e produziu o prestigiado "Linda juventude" (Som Livre), CD/VHS/DVD que revisitava a obra do cantor e compositor mineiro Flávio Venturini. O projeto foi um dos mais bem-sucedidos da carreira de Venturini. Um ano depois mergulhou no CD de estréia da cantora Renata Gebara, "Todos os pedaços são seus" (Trilhos.Arte/Trama), que saiu em abril de 2003.

Seu mais ambicioso projeto na área fonográfica, no entanto, foi o CD "Uma geral", da banda carioca Acid X, que sai em junho de 2003. Nele Marques empregou seis meses dentro de um orçamento alto para uma produção, até abril de 2003, independente. Em maio, leva a banda a assinar um contrato com a gravadora ST2, por onde sai o CD. Uma das vantagens no projeto é que o disco não teve interferência artística da companhia. Marques entrega a master, o projeto gráfico e o clipe prontos para irem ao forno. O disco é uma combinação de rock, acid jazz e música eletrônica (db).

O jornalista ingressa na literatura com o livro "Guinga - os mais belos acordes do subúrbio" (Gryphus), de 2001, em que buscava numa grande reportagem o reconhecimento de um de nossos maiores compositores. O livro foi lançado na Bienal do Livro, em SP, e também na Livraria Argumento, no Rio, em 2001. Em maio de 2003 ele finaliza o livro "Os 50 maiores nomes do pop nacional", previsto para sair em 2004. Aos 33 anos Marques também trabalha como consultor para a implantação da Nova Iguaçu Discos, um selo criado pela prefeitura de Nova Iguaçu nos mesmos moldes da Niterói Discos.